• SEO - Search Engine Optimization 2016

Especialistas anunciam 7 tendências para SEO – Search Engine Optimization em 2016

Se em 2015 houve muitas mudanças que afectaram a pesquisa, o ano 2016 não será excepção. O Google reserva-nos pelo menos sete tendências para o SEO.

Muitos anúncios são feitos nos grandes eventos, mas as melhores novidades costumam estar reservadas para os eventos que lideram em cada sector de actividade. Nas maiores conferências de SEO norte-americanas, a SMX East e a Pubcon, foram recentemente apresentadas sete grandes novidades em Search Engine Optimization para 2016.

A equipa da SEO PowerSuite esteve lá, passou palavra e como a informação é de tal forma pertinente, a Markedu partilha-a agora, em português.

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1. Classificações elevadas no Google deixaram de significar mais cliques orgânicos

Tal como o Click-Through Rate (CTR) está directamente correlacionado com os posicionamentos, muitos outros factores influenciam os cliques orgânicos no Google em 2016.

Anúncios pagos, pacotes locais, resultados de carrossel, trechos ricos e gráficos, todos estes elementos SERP (Search Engine Results Page ou Página de Resultados do Motor de Busca) podem drenar os cliques do seu website mais bem posicionado.

A Mediative conduziu um estudo que rastreou o movimento do olhar dos pesquisadores e eventuais cliques através de SERP’s diferentes, e os resultados mostraram que a forma como os pesquisadores interagiam com o SERP varia substancialmente de acordo com as questões colocadas em pesquisa.

Chris Pinkerton, Vice President e Client development da Mediative para a América do Norte, apresenta um exemplo de como são distribuidas as visualizações e os cliques num SERP com um “local pack”, um “paid ads pack” e um “carousel”:

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SEO e SERP - Search engine results page

Cliques num SERP com um “local pack”, um “paid ads pack” e um “carousel”

Segundo Chris Pinkerton, para os marketers de pesquisa, esta alteração significa duas coisas:

a) O volume de pesquisa por palavras-chave deixou de ser uma métrica confiável para prever a quantidade de tráfego que essa palavra é capaz de gerar no seu website. Antes de investir esforços em optimizar o website para uma palavra-chave, observe os resultados na página de pesquisa. Veja se existem muitos elementos SERP que possam estar a roubar cliques da sua lista orgânica para obter uma ideia melhor do tráfego potencial que esta palavra pode gerar.

b) Além de tentar obter classificações elevadas de pesquisa, precisa de prestar atenção às oportunidades de cliques extra que o SERP oferece. Consegue espremer os resultados do “local pack”? Consegue usar dados estruturados para obter uma lista “rich snippets”? Será que deveria lançar uma campanha de AdWords da Google para uma palavra-chave ou questão em particular?

Dica: Não é segredo que o CTR Orgânico é altamente influenciado pela presença de blocos de resultados de pesquisa universais no SERP (vídeos, imagens, novidades, etc.). Então é sempre bom saber se este tipo de resultados aparece para as palavras-chave que está a usar.

Para o ajudar a obter rapidamente essa informação, pode experimentar usar o Rank Tracker, uma ferramenta de monitorização da classificação e pesquisa de palavras-chave da SEO PowerSuite. Aqui tem uma coluna com o nome “Google Search Results Types”, que mostra os resultados universais que estão presentes no SERP.

SEO - Resultados Universais Presentes no SERP

2. Uma oportunidade e uma ameaça: As “rich answers” estão a aumentar

Outra grande tendência que os especialistas estão a observar nas pesquisas é o aumento de “rich answers” no Google. De acordo com um estudo elaborado pela Stone Temple Consulting, o Google devolve actualmente “rich answers” a 35% das questões de pesquisa. Isto significa um aumento de 38% em relação aos últimos seis meses e a empresa acredita que vai continuar a aumentar.

As “rich answers” são normalmente construídas com base em dados públicos, como “Presidente dos EUA”, ou em dados licenciados ao Google, que é o caso das letras de música. Portanto, se a sua estratégia de SEO foi construída de acordo com dados de domínio público, o melhor é mudar já de direcção, porque nesses termos vai ser cada vez mais difícil obter tráfego de pesquisa do Google.

Mas se tiver conteúdos de alta qualidade, únicos, proprietários, isso já pode ajudar o Google a responder às buscas dos utilizadores? Neste caso, as “rich answers” são uma oportunidade para si. Eric Enge, CEO e fundador da Stone Temple Consulting, diz que “para 75% de ‘rich answers’, o Google usa dados externos e inclui um link para a fonte”.

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SEO - Rich Answers - Rich Snippets

Para 75% de “rich answers”, o Google usa dados externos e inclui um link para a fonte” – Eric Enge, CEO e fundador da Stone Temple Consulting

Se conseguir destacar a sua página numa “rich answer”, vai conseguir aumentar de forma drástica o tráfego para o seu website. O CTR (Click-Through Rate) para “rich answers” é duas vezes melhor e maior do que o de uma página posicionada no primeiro lugar de um resultado de pesquisa sem uma “rich answer”. E o melhor é que ser destacado nas “rich answers” é totalmente possível, mesmo que a autoridade do seu website ainda não seja muito elevada.

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Então, que tal empurrar o seu website para respostas directas e com elas fazê-lo obter classificações mais elevadas do que a Wikipedia?

a) Comece com a pesquisa de palavras-chave “long tail”, para as quais necessita de identificar as questões que são normalmente colocadas pelas pessoas do seu nicho.

b) Crie uma peça com conteúdos que respondam directamente a essas questões, sem se esquecer de incluir a questão e a resposta directa. Mantenha presente que para as “rich answers”, a estrutura da sua resposta é mais importante do que a relevância e a autoridade do seu website.

c) Garanta que o seu artigo é verdadeiramente útil e que oferece informação adicional sobre o tema que aborda. Se o fizer, não só vai aumentar as hipóteses de ser destacado na área de “rich answers”, como vai atrair mais cliques.

d) Torne o seu conteúdo fácil de encontrar por pessoas e motores de busca, garanta que está disponível para os bots do Google e que são de fácil acesso através da navegação do seu website. Partilhe links com ele nas contas das redes sociais, submeta-o na consola de pesquisa do Google, etc.

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3. A velocidade da página é demasiado importante: não adie para amanhã e optimize hoje o seu website

A velocidade da página é um factor de classificação. O website que abrir mais depressa ultrapassa a concorrência.

A abertura lenta das páginas torna-se num desperdício orçamental. O Google alocou um tempo específico para fazer o “crawl” (rastreamento) do seu website e o bot do Google não vai permanecer no seu website mais do que um período específico. Para um website grande, significa que quanto mais lenta for a abertura das páginas, menores são as hipóteses do Google as indexar.

SEO - Google page speed

A rapidez da abertura de páginas é ainda mais importante para a experiência do utilizador e respectivas conversões:

  • 40% dos visitantes vão abandonar o website se ele demorar mais de 3 segundos a abrir
  • Metade dos utilizadores espera que um website demore 2 segundos ou menos a abrir
  • Se o website demorar 1 segundo a abrir, a taxa de conversão desce em 7%

Se este valores indicam que 1 segundo de demora conduz a perdas diárias de dividendos, optimizar a velocidade de abertura é um investimento de tempo que vale a pena.

4. Rastrear o tráfego orgânico com o Google Analytics torna-se cada vez mais difícil

Se der por si em estado de desespero ao observar o relatório de tráfego do Google Analytics, sem conseguir compreender de onde vem todo o tráfego directo, o problema é o “Dark traffic” (Tráfego Negro).

SEO - Google Analytics Dark Traffic

Marshall Simmonds, fundador da Define Media Group, explica que “quando o Google Analytics não consegue identificar a origem das visitas ao website, elas são gravadas como tráfego directo. E como este tipo de visitas de origem desconhecida continua a crescer, o relatório do Google Analytics torna-se menos preciso. Reporta um crescimento de tráfego directo quando na realidade o seu website está a crescer através do social media, do modelo orgânico e das consultas através de dispositivos móveis”.

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Como isso dificulta consideravelmente o rastreamento das actividades de marketing, esteja particularmente atento nos casos em que o tráfego enegrece. Os casos mais comuns são:

  • Tráfego resultante da pesquisa de imagens
  • Tráfego que chega através de links em aplicações
  • Uma grande porção do tráfego advém do Facebook, SnapChat, WhatsApp
  • Tráfego da app de pesquisa do Android

Apesar de ser impossível verificar as quantidades precisas de “dark traffic”, pode pelo menos ter uma noção de como ele afecta o seu website. Para o fazer, Marshall Simmonds recomenda que:

  • Crie um relatório com o tráfego directo no Google Analytics
  • Filtre o tráfego para páginas que são naturalmente visitadas de modo “directo”, como a sua homepage ou as páginas iniciais de secções de conteúdos importantes que os utilizadores possam adicionar aos favoritos (bookmarks).

5. As palavras-chave não estão mortas nem a morrer, ainda são a base da sua campanha de SEO

Um dos conceitos mais antigos do SEO assenta no uso de palavras-chave e do “keyword targeting”. E se trabalha com pesquisa há muito tempo, recorda-se certamente dos dias em que o SEO significava apenas usar as palavras certas na “meta keywords tag”.

SEO - Google Hummingbird GraphicÉ claro que estes dias já passaram e nunca mais vão voltar. Os motores de pesquisa hoje usam algoritmos muito mais complexos para determinarem a relevância e a qualidade das páginas na Internet. Os especialistas dizem que as palavras-chave e a pesquisa por palavras-chave deveriam ser a base do nosso SEO e dos conteúdos das campanhas de marketing.

Contudo, a actualização do algoritmo de pesquisa da Google, o Hummingbird, muda o nosso focus da pesquisa por palavras-chave separadas para a pesquisa por grupos com sinónimos e com termos relacionados.

Como agora o Google é capaz de reconhecer o significado por trás de cada termo de pesquisa, dá uma resposta comum para um grupo de palavras diferentes mas com significados similares. Por isso, se quiser ter lugar nos resultados de pesquisa no Post-Hummingbird, precisa que as suas páginas sejam relevantes não só na essência do termo, como para todo um grupo de sinónimos e termos relacionados.

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Agora, o objectivo da sua pesquisa por palavra-chave não é identificar palavras-chave individuais e sim grupos temáticos de termos relacionados que as suas páginas vão endereçar.

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6. As penalidades sobre os links não são uma brincadeira, mas todas elas podem ser removidas

SEO - Google Penguin UpdateOs links sancionados tornaram-se num pesadelo para os SEO ao longo dos últimos anos. Pode ser difícil remover as penalizações sobre os links, mas não é impossível. Em primeiro lugar, precisa de proteger o seu website e evitar que seja penalizado. A única forma de o conseguir é fazendo limpezas e auditorias regulares ao website.

Se por acaso já for tarde demais e o seu website tiver sido penalizado, não significa que tenha de recomeçar tudo num domínio completamente novo, pois consegue recuperar as penalizações se fizer uma limpeza minuciosa de links.

O que há aqui a recordar é que na remoção de penalidades, não há lugar para meias medidas. Como dizem os especialistas, tentar ver-se livre de alguns links nocivos não vai chegar.

Na maioria dos casos não vai conseguir enganar o Google e vai necessitar de acabar com todos esses links, após perder algum tempo a submeter novamente os seus pedidos de reconsideração ou a aguardar por mais um update do Penguin.

7. Mesmo que o comportamento do utilizador ainda não seja um factor de classificação, vai passar a sê-lo

A questão em si é controversa. O Google nega-a, enquanto muitas experiências efectuadas por especialistas de SEO o desmentem.

Em todo o caso, mesmo que por agora os sinais dos utilizadores não estejam a influenciar a sua classificação, o senso comum e a lógica vão ser factores de classificação “amanhã”. Será sábio preparar-se desde já.

O Rand Fishkin apresentou o seu conceito de “2-algoritmos” de SEO, sugerindo que os marketers de pesquisa combinem a orientação clássica do Google com a nova orientação de pesquisa SEO.

SEO - On-Site - Rand Fishkin

Os marketers de pesquisa devem começar a combinar a orientação clássica do Google com a nova orientação de pesquisa de SEO, os 2 Algoritmos de Rand Fishkin

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No mundo dos “dois-algoritmos”, necessitamos de nos concentrar em 5 novos elementos de SEO, denominados de “searcher outputs”.

a) Click-through rates – Com a entrada de factores relacionados com o comportamento, o seu CTR vai ser um dos elementos que determina a forma como é classificado. Por isso, rever os seus títulos e descrições uma ou mais vezes pode beneficiá-lo mais do nunca.

b) Engagement – Os utilizadores encontram na sua página o que buscavam ou têm de voltar para trás, para clicar noutros resultados? Ficam na sua página, navegam para outras páginas ou desistem e saem de lá num segundo ou dois?

A forma como os utilizadores são envolvidos pelos conteúdos da sua página pode influenciar a sua classificação, por isso Rand Fishkin apresenta uma lista de sugestões para garantir um melhor nível de envolvimento:

  • Conteúdos que preencham as necessidades conscientes e inconscientes dos utilizadores
  • Velocidade, velocidade e mais velocidade
  • Oferecer a melhor experiência de utilizador (UX – User Experience) em todos os browsers
  • Ser convincente para que os visitantes naveguem no seu website
  • Evitar funcionalidades que chateiem ou dissuadam os visitantes
SEO - Rand Fishkin

Rand Fishkin

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c) Informação que preenche o fosso de conhecimento dos utilizadores – Com o objectivo de proporcionar uma experiência de pesquisa gratificante, os modelos de aprendizagem das máquinas do Google poderiam observar resultados de pesquisa obtidos pelos utilizadores, quando pesquisam pela palavra-chave “X” para identificar o que é que têm em comum.

Por exemplo, a presença de certas palavras permite prever mais pesquisas bem sucedidas. Se observar as pesquisas por “New York”, o Google podia concluir que uma página sobre Nova Iorque que não mencione Brooklyn ou Long Island não está a oferecer a informação que as pessoas procuram e consequentemente a página não obteria uma classificação melhor.

d) Partilhas, links e fidelidade por visita – Apesar dos social media não serem oficialmente um factor de classificação, como são os backlinks, várias experiências indicam que as páginas dotadas de elevada actividade social com poucos links têm uma performance inferior do que as que têm mais links e poucas partilhas, mesmo para palavras-chave altamente competitivas.

Mas não são apenas os números que contam. O Google também pode procurar saber como é que as actividades sociais aumentam ao longo do tempo e se os resultados do envolvimento social se reflectem em novas visitas e fidelização.

e) Satisfazer a tarefa de quem pesquisa e não apenas o seu “query” – O Google quer que quem pesquisa seja capaz de concluir rapidamente as suas tarefas. Então é bastante possível que os resultados da classificação difiram de acordo com as intenções do utilizador, apenas porque o Google os associa a termos de pesquisa particulares.

Pirâmide para SEO criada por Rand Fishkin

Pirâmide para SEO criada por Rand Fishkin

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SEO Workshop Markedu com Daniel Pereira

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By | 2016-12-14T16:39:40+00:00 Outubro 29th, 2015|Marketing Digital, Search Engine Optimization|

About the Author:

Como jornalista especializou-se em TI e Gestão, tendo escrito em diversas publicações desde o ano 2000. Foi correspondente do JN e da TSF em Paris.

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