9 takeaways sobre mobile marketing por Rob Thurner na American Marketing Association

Há algum tempo atrás, Rob Thurner sentou-se à mesa da American Marketing Association para conversar sobre mobile marketing e partilhar conhecimentos com os marketers que se esforçam por obter o investimento certo no mobile. O especialista partilhou-as com a Markedu.

Rob_Thurner 9 takeaways sobre mobile marketing por Rob Thurner na American Marketing AssociationApresento aqui 9 Top Takeaways para os defensores do mobile que lutam por um bom orçamento, mas que também se preocupam com todas as partes interessadas do negócio.

 

1. No que toca ao mobile, os consumidores estão mais à frente das marcas

Os marketers com visão vêm as oportunidades massivas que o mobile oferece para criar ligações com os clientes através de conteúdos novos, relevantes e personalizados. Contudo, muitas marcas estão incertas de como começar.

As marcas precisam de construir visões detalhadas dos clientes, na estratégia de valor do mobile, ao longo de todo o “customer journey” e estabelecer “Key Performance Indicators” (KPI) claros para optimizar a performance do mobile.

2. Alocar um orçamento para o mobile

Não existe um número mágico. Depende dos problemas que o mobile pode resolver no seu negócio, como a aquisição de clientes, o branding, as vendas e o CRM. Comece por fazer uma análise exaustiva das “customer mobile personas” para identificar comportamentos mobile e preferências de dispositivos.

Quando confrontado com a questão do orçamento, o CMO da Coca-Cola disse que iria aumentar o seu valor de 5 para pelo menos 20% num prazo de dois anos. Qualquer que seja o valor necessário no seu negócio, para garantir que a implementação da sua estratégia mobile será um sucesso, cada fase tem de ter um plano de negócio robusto e ferramentas que permitam medir e acompanhar o ROI.

3. O que os retalhistas precisam de saber sobre “os cliques dentro da loja”

Mobile Marketing - os cliques dentro da lojaOs consumidores de mobile estão mais exigentes do que nunca, e inconstantes. É difícil fidelizar o cliente e ainda mais difícil manter a fidelização devido ao crescente número de aplicações (apps) para comparar preços e de uma maior transparência nos preços, que são encontrados através de pesquisas na web via dispositivos móveis.

Mas nem tudo está perdido para os retalhistas. Os negócios podem ganhar rapidamente quota e a baixo custo se oferecerem uma excelente experiência de utilizador no mobile e no tablet.

4. Qual é o significado de ‘showrooming’ para os retalhistas?

Temos vindo a assistir a exemplos de “pesquisas online, compras offline” a serem substituídas por “pesquisas offline, compras online”. Ou seja, o canal de venda convencional passa a ser um canal de experimentação. E isso representa oportunidades fantásticas para os retalhistas desenvolverem maior “engagement” e experiências de compra altamente personalizadas para os consumidores, permitidas pelo WiFi que é disponibilizado dentro das lojas.

Produtos e preços altamente orientados ao seus públicos-alvo servem para recompensar os clientes conduzindo-os a visitas mais frequentes nas lojas e consequentemente a um aumento das vendas.

Estejam atentos ao iBeacon e a outros canais de marketing de proximidade dentro das lojas. Estamos a ver casos que comprovam que esta tecnologia resulta mesmo.

5. Onde começar quando se desenvolve uma estratégia de mobile marketing?

O cliente está sempre em primeiro lugar. Que uso dá ele aos dispositivos? Qual é o seu comportamento “cross-device” (multi-dispositivo)? A interacção do consumidor oferece diversas pistas sobre o envolvimento que este pode ter com uma marca através do mobile. Não se esqueça que a implementação do mobile requer recursos, incluindo conteúdos, comunicações, vendas, dados e tecnologia, assim como testes, medições e adaptações à sua actividade no mobile.

6. Como é que uma estratégia de mobile marketing pode ajudar (ou prejudicar) a marca?

Estratégia Mobile MarketingQuer o seu objectivo seja a construção da marca, a aquisição, o “upselling”/”cross-selling”, mantenha o consumidor no centro de tudo. A estratégia mobile deve entregar o melhor serviço ao utilizador final. Pense na facilidade de utilização, conveniência e personalização.

Se garantir que tem as bases do mobile correctamente implementadas, o risco de prejudicar a marca neste canal é mínimo.

Lembre-se sempre de obter a permissão dos clientes para os contactar por esta via e de respeitar a sua privacidade.

7. Faça do mobile uma extensão orgânica da sua marca, e não apenas mais um “add-on”

Os marketers que são bem sucedidos no mobile seguem regra geral uma abordagem similar:

  1. Estabelecem a estratégia mobile com um focus obsessivo no utilizador e na experiência do utilizador;
  2. Alinham as partes interessadas à volta do plano de mobile e explicam o impacto que este vai gerar nas pessoas (outros profissionais da empresa) e processos. Considere as vendas, o marketing, o e-commerce, o CRM, as TI e os dados;
  3. Testam constantemente, aprendem e adaptam-se com base no envolvimento dos clientes com os smartphones e os tablets. A estratégia de mobile nunca está finalizada.

8. Mobile: a cola que solda a experiência online e offline

Mais de 80% dos utilizadores de smartphones usam os dispositivos quando vão às compras, para localizar a loja, consultar avaliações de produtos, comparar preços antes de comprarem nas lojas. Entretanto, os retalhistas que lideram nos seus sectores de actividade, estão a começar a assistir a picos de pesquisas online quando os seus anúncios de TV são emitidos, sendo que esses visitantes pesquisam e compram produtos através de apps e de sites optimizados para mobile.

O “dual screening” está firmemente integrado no comportamento do consumidor. As marcas que ganham são aquelas que interagem e transaccionam com os clientes dentro ou fora de casa 24/7.

9. Lições de quando se trabalha com “grandes clientes”

O mobile é versátil e pode ser usado para ir de encontro a múltiplos objectivos do negócio. O sucesso depende da integração do mobile nas actividades de vendas e marketing de uma forma mais alargada, do acompanhamento de resultados e da capacidade de se adaptar rapidamente às reacções do cliente.

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By | 2016-12-14T16:39:46+00:00 Outubro 8th, 2015|Mobile Marketing|

About the Author:

Como jornalista especializou-se em TI e Gestão, tendo escrito em diversas publicações desde o ano 2000. Foi correspondente do JN e da TSF em Paris.

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