• anatolio nobre performics

Actionable data, Learnings e A/B testing – Entrevista com Anatólio Nobre

“Conceitos como actionable data, learnings e a/b testing já estão presentes na maior parte das ações de marketing dos nossos clientes” diz Anatólio Nobre – Head of Performics Portugal

A Markedu contactou vários especialistas de marketing, publicidade e comunicação, com o intuito de obter um parecer sobre o estado do email & data driven marketing em Portugal.

Anatólio Nobre, beneficia do know how internacional da agência que dirige no mercado português, a Performics Portugal. A partir da sua empresa, observa o crescente interesse por parte dos clientes em relação ao uso do email & data driven marketing, e sublinha que:

“É preciso investir em capital humano, em conhecimento e em tecnologia. E agir rápido, claro”

anatolio nobre performics

Anatólio Nobre – Head of Performics Portugal

Por ventura nota que entre os seus clientes se vive uma crescente consciencialização das oportunidades que o data driven marketing trazem? Será que esse interesse pode aumentar de forma significativa a curto prazo?

Sim e sim. Conceitos e métodos relacionados com data driven marketing já hoje fluem no ecossistema de Paid, Owned e Earned media dos nossos clientes. No entanto, existem muitos desafios pela frente, que dependem da dimensão e estágio da evolução de cada um.

Mas é um facto que conceitos como actionable data, learnings e ab testing, entre muitos outros, já estão presentes na maior parte das ações de marketing táticas e estratégias dos nossos clientes.

Até que ponto considera que a sua agência está pronta para responder às necessidades dos clientes com serviços de marketing data driven?

Considero que estamos bem preparados. A ZenithOptimedia, e em particular a Performics, a sua unidade especializada em marketing de performance, foi criada com a génese de orientação a resultados.

Nesse âmbito, o data e a sua “análise inteligente” são uma fundação em todos os nossos projectos. E ajuda-nos muito o facto de sermos uma agência global, com mais de 1000 peritos em 32 países, com áreas de especialização complementares que vão desde o branded content aos modelos econométricos.

Essa musculatura e know-how, na sua maioria proveniente de mercados mais maduros, ajuda-nos na maioria dos processos e dá-nos ambição para chegar mais longe.

> Clique aqui para conhecer o primeiro prémio em Portugal que reconhece marcas e agências que desenvolvem campanhas de email e data driven marketing, mensuráveis e com elevado retorno

Quando pensa no targeting e re-targeting do data driven, até que ponto diria que os anunciantes portugueses – de um modo geral – despertaram para as possibilidades destes “micro-segmentos” e “micro-momentos”?

Estão a despertar e a um ritmo crescente, como é normal. Claro que depende da dimensão de cada cliente e do mercado de actuação. Um cliente de FMCG (Fast-Moving Consumer Goods) é completamente diferente de um cliente da indústria automóvel. O que é comum é a vontade de aplicar recursos e know-how para saber mais sobre o comportamento dos clientes e audiências.

Conhecê-los melhor por via de saber exactamente o que fazem quando interagem com as propriedades da marca, e depois perfilá-los em segmentos diferentes para os voltarem a impactar mais tarde, de forma inteligente.

Que desafios urgentes enfrentam as marcas portuguesas, de modo a ser possível alavancar as estratégias de data driven marketing quer este ano, quer nos próximos anos?

Acredito que o mais difícil será garantir que a tecnologia e o conhecimento andem de mãos dadas. É preciso investir nos dois para nos mantermos atualizados e em contexto com a quantidade de sinais que recebemos – e que cresce de forma exponencial de ano para ano.

Não vale a pena criar estruturas para receber milhares de milhões de eventos ou datapoints de comportamento, se depois não sabemos tratar a informação e chegar a conclusões com impacto no negócio. Do mesmo modo, não é escalável manter este tipo de modelos a partir de umas folhas de excel atabalhoadas.

É preciso investir em capital humano, em conhecimento e em tecnologia. E agir rápido, claro.

Gostou deste artigo? Se tiver alguma sugestão ou comentário, utilize a ferramenta de comentários desta página. Caso ainda não seja subscritor da newsletter da Markedu, pode fazê-lo aqui.

Partilhe o artigo com os seus amigos e colegas nas redes sociais

By | 2016-12-14T16:39:37+00:00 Março 10th, 2016|Entrevistas com especialistas de marketing e branding|

About the Author:

Como jornalista especializou-se em TI e Gestão, tendo escrito em diversas publicações desde o ano 2000. Foi correspondente do JN e da TSF em Paris.

Leave A Comment