• Como tirar o melhor partido dos conteúdos visuais online?

Como tirar o melhor partido dos conteúdos visuais online?

A eConsultancy deu um salto à Cimeira do Marketing de Conteúdo (Content Marketing Summit) deste ano e entre os oradores escutou com particular atenção Alastair Cotterill, Creative Lead da Creative Shop do Instagram para a EMEA (Europa, Médio Oriente e África), sobre os aspectos que devemos ter em conta na criação de conteúdos visuais online.

Do texto ao vídeo, Alastair Cotterill explicou no Content Marketing Summit como tirar o melhor partido dos conteúdos visuais online

Alastair Cotterill divide os conteúdos em quatro áreas: Texto, Fotografia, Vídeo e Envolvência.

Texto

A imagética tem conquistado maior importância no texto e sinal significativo disso é, por exemplo, a escolha da palavra do ano de 2015 feita pelos Dicionários de Oxford.

“Os emojis levam-nos a algo fundamental sobre a forma como as pessoas se ligam,” disse Cotterill fazendo uma comparação com os hieróglifos do antigo Egipto.

Como tirar o melhor partido dos conteúdos visuais online: Emojis

Em vez de substituir o texto, este especialista acredita que os emojis existem para fazerem parte da forma como comunicamos e por essa razão precisam de ser desenhados e utilizados de forma a que primeiro encaixem naturalmente nas conversas baseadas em texto.

Nesse sentido, as apps de messaging como o WhatsApp, são cada vez mais importantes porque permitem que as pessoas comuniquem de uma forma visual.

Fotografia

O Instagram começou por ser uma simples app de partilha de fotos, mas evoluiu para uma app onde as pessoas vão criar e descobrir conteúdos, por vezes de pessoas e marcas que desconheciam.

Numa app, “você tem a hipótese de pintar o quadro com o seu universo de marcas, por isso é necessário trabalhar de modo a que naquele milésimo de segundo seja possível transportar para lá alguém que navega no seu newsfeed”, diz Cotterill.

Embora seja importante contar uma história através de imagens, por si só isso não chega, “é então preciso oferecer uma ligação clara com a sua marca. Pode oferecer várias ligações para o produto ou a marca, mas garanta sempre que está lá senão é uma oportunidade desperdiçada”.

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Cotterill também falou sobre a importância de atar vários posts de modo a criar uma série, ou usar fotos ou vídeo, como fez a Gap com a sua campanha “Weirdest love story ever Instagrammed”.

A video posted by GAP (@gap) on

Vídeo

Entre os conteúdos visuais online, todos temos uma noção sobre a forma como as pessoas consomem conteúdos através dos seus telemóveis. Quando alguém navega através do seu feed, tem dois ou três segundos para lhe chamar a atenção. Por esta razão, Cotteril acredita que os conteúdos de vídeo devem ser ponderados de modo a rapidamente conquistarem a atenção das pessoas. “Uma vez conquistada a atenção, as pessoas vêm-nos por minutos. Mas é necessário criar algo que intrigue, que cative visualmente”. E aqui o texto regressa, através do vídeo. “A maior parte das pessoas não clica no vídeo para ligar o som, por isso necessita de saber entregar a sua mensagem de modo silencioso”, como se de um regresso ao cinema mudo se tratasse.

Cotterill mencionou a campanha do Hotels.com que correu no início deste ano, recorrendo à ideia do cinema mudo, usando texto para chamar a atenção das pessoas enquanto navegavam através do feed.

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Outro ponto importante sublinhado por Alastair Cotterill, remete-se para a necessidade de adaptar os conteúdos de vídeo à plataforma onde vão ser publicados.

“É preciso desenhar os conteúdos para a forma como as pessoas os consomem, não se deve espetar um anúncio de 30 segundos no Instagram ou Facebook e esperar que funcione.”

Em vez disso, ele diz que as marcas precisam de se concentrar na forma como as pessoas utilizam os dispositivos onde vêm vídeos.

Um outro exemplo por ele fornecido foi o da Burberry, onde a marca criou um vídeo no modo de retrato por ser essa a forma como as pessoas pegam no telemóvel enquanto navegam no feed.

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Envolvência

Como tirar o melhor partido dos conteúdos visuais online: Oculus RiftOs conteúdos envolventes permitem que as marcas contem histórias de uma forma visualmente mais interessante, usando uma mistura de texto, imagens e vídeo.

A realidade virtual é uma plataforma óbvia para os conteúdos envolventes, mas Cotterill sublinha que as marcas não a deveriam de usar apenas pelo valor da novidade, mas porque as ajuda a dizer o que querem de uma forma interessante.

Ele também menciona os Oculus Rift que o Facebook comprou no ano passado, dizendo que dentro de 12 a 18 meses as oportunidades para as marcas nesta plataforma vão ser muito claras.

Conclusão: “Fale menos, construa mais”

Para terminar a sua apresentação, Cotterill disse que deveríamos experimentar diferentes formatos e formas de apresentar os conteúdos visuais a audiências diferentes.

“Fale menos, construa mais. Não teorize apenas. Teste. Use”.

Sobre o futuro, Alastair Cotterill acredita que a relevância vai ser a maior tendência nos próximos 12 a 24 meses, porque as marcas estão cada vez mais a fazer por encontrar significado em todos os dados que são agora capazes de colher.

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Sónia Silva

Como jornalista especializou-se em TI e Gestão, tendo escrito em diversas publicações desde o ano 2000. Foi correspondente do JN e da TSF em Paris.
By | 2016-12-14T16:39:38+00:00 Dezembro 15th, 2015|Marketing Digital, Social Media Marketing|0 Comments