• Despertar para o data driven e as implicaes que ele pode ter nos seus negcios

Primeiro passo: Despertar para o data driven e as implicações que ele pode ter nos seus negócios

A Markedu contactou vários especialistas de marketing, publicidade e comunicação, para obter um parecer sobre o estado do email & data driven marketing em Portugal.

João Soares Ribeiro, account executive da Uzina, apresentou-nos a sua leitura sobre o estado do data driven marketing em Portugal.

“As marcas portuguesas têm de fazer um investimento significativo para aprofundar conhecimentos sobre o processo de compra”, afirma João Soares Ribeiro sobre o data driven marketing em Portugal

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João Soares Ribeiro, account executive da Uzina

Por ventura nota que entre os seus clientes se vive uma crescente consciencialização das oportunidades que o data driven marketing trazem? Será que esse interesse pode aumentar de forma significativa a curto prazo?

Entre os que já despertaram para o fenómeno, sim, há uma consciência cada vez maior do valor do data driven e mesmo uma aplicação activa de mudanças estratégicas nos planos de marketing que, graças ao data, vão sendo corrigidos e afinados.

Quanto maior for a disponibilidade da informação, tendencialmente maior será a vontade de a ter para obter melhoras objetivas de performance.

No entanto, este é um fenómeno que não está generalizado e muitas vezes até é ignorado. Eu diria que é mais fácil que a política de marketing seja data driven em grandes empresas, onde existam verbas para esta análise (feita interna ou externamente) e também profissionais que estão habituados a basear os seus planos em estudos (sejam eles off ou on line).

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Até que ponto considera que a sua agência está pronta para responder às necessidades dos clientes com serviços de marketing data driven?

Do lado da agência, a partir do momento em que esta tem um departamento web, com perfil para trabalhar ferramentas de marketing digital, (e-mails, banners, rich media, landing pages, content, etc), está à vontade para responder às solicitações de um cliente data driven. Creio que a questão se coloca mais do lado do cliente do que do lado da agência, dado que é nele que o processo se inicia.

Sobre esta matéria em específico, o conhecimento não está no lado da agência criativa mas sim do lado do cliente.

Quando pensa no targeting e re-targeting do data driven, até que ponto diria que os anunciantes portugueses despertaram, de um modo geral, para as possibilidades destes “micro-segmentos” e “micro-momentos”?

Acredito que os anunciantes que estão habituados a utilizar a web como um importante canal de captação, estarão familiarizados com essas possibilidades. A maioria faz a compra de espaço através de centrais de compras e como tal terão acesso a relatórios de performance de campanhas e identificação de tendências e oportunidades que depois cruzarão com os seus relatórios internos.

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O que poderá ser discutível é se os orçamentos de que dispõem para levar as suas marcas, lhes permitem investir nessas oportunidades.

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Que desafios urgentes enfrentam as marcas portuguesas, de modo a ser possível alavancar as estratégias de data driven marketing quer este ano, quer nos próximos anos?

As marcas portuguesas têm de abandonar os processos de decisão baseados na probabilidade empírica e fazer um investimento significativo para aprofundar conhecimentos sobre o processo de compra, suas motivações, seus intervenientes e através do cruzamento de dados apontar caminhos a percorrer e oportunidades a aproveitar.

Creio que o primeiro passo e talvez mais importante será o despertar para a importância do data driven e as implicações que este pode ter nos seus negócios. A partir do momento em que houver a percepção de que com a utilização de ferramentas já existentes, embora de maneira mais informada e precisa, se podem atingir resultados significativamente superiores, acredito que o sucesso do data driven marketing esteja assegurado.

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About the Author:

Como jornalista especializou-se em TI e Gestão, tendo escrito em diversas publicações desde o ano 2000. Foi correspondente do JN e da TSF em Paris.

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