• Edson Athayde - Entrevista sobre Data Driven Marketing

“Há os que podem (e estão a) investir em data driven e os que deveriam estar mas não estão”, afirma Edson Athayde

A Markedu contactou vários especialistas de marketing, publicidade e comunicação, para obter um parecer sobre o estado do email & data driven marketing em Portugal.

Edson Athayde, CEO e CCO da FCB Lisboa, encontra disparidades no mercado português quanto à adopção e interesse no data driven marketing. Formação e desmistificação do conceito, são essenciais.

“Noto um interesse crescente no potencial que o data driven marketing  traz”

"Noto um interesse crescente no potencial que o marketing driven traz", diz Edson Athayde

Por ventura nota que entre os seus clientes se vive uma crescente consciencialização das oportunidades que o data driven marketing trazem? Será que esse interesse pode aumentar de forma significativa a curto prazo?

Os bons profissionais de marketing costumam ser muito curiosos (nisto se assemelham aos bons publicitários). Querem sempre descobrir coisas novas, experimentar novas ferramentas. Neste sentido, claro, que noto um interesse crescente no potencial que o data driven marketing  traz.

Porém, não devemos confundir interesse, curiosidade, boas intenções com a realidade. O marketing orientado por data requer um nível de investimento técnico e uma certa sofisticação de meios que só uma parte do mercado hoje demonstra ter.

Até que ponto considera que a sua agência está pronta para responder às necessidades dos clientes com serviços de marketing data driven?

As agências de publicidade não são camaleões, não mudamos de pele sempre que algo de novo surge. A FCB Lisboa se posiciona como uma agência que se destaca pelos conteúdos que cria e produz, por orientar-se em contar histórias às pessoas, por sermos profissionais que sabem captar e gerir a atenção dos consumidores.

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Até por isto, claro que estamos a nos familiarizar com aspectos do marketing driven e com o vocabulário trazido por ele. Mas não queremos, nem devemos, nos substituir a outras estruturas que, estas sim, têm de ser especialistas no assunto. Ao menos, por enquanto.

Quando pensa no targeting e re-targeting do data driven, até que ponto diria que os anunciantes portugueses – de um modo geral – despertaram para as possibilidades destes “micro-segmentos” e “micro-momentos”?

Há de tudo. Há quem já esteja a trabalhar nesta direcção e há quem nunca ouviu falar do assunto. Há os que podem (e estão) a investir nisto e os que deveriam estar mas não estão. Penso que ainda há muita catequização a fazer. E alguns players (como o Google) têm que fazer parte deste trabalho de conversão.

Que desafios urgentes enfrentam as marcas portuguesas, de modo a ser possível alavancar as estratégias de data driven marketing quer este ano, quer nos próximos anos?

Investimento, investimento, investimento. Na formação das suas equipas, no conhecimento da ferramenta, no estudo dos melhores casos internacionais. Há que se andar na velocidade do mundo e dar uma ajudazinha a inventar a roda.

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About the Author:

Como jornalista especializou-se em TI e Gestão, tendo escrito em diversas publicações desde o ano 2000. Foi correspondente do JN e da TSF em Paris.

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