• Entrevista com Rui Ventura - Presidente da APPM

APPM quer “embaixadores”, portal de emprego para marketers e formar profissionais nas PME de todo o país

A Associação Portuguesa de Profissionais de Marketing (APPM), está a trabalhar em novos projectos para apoiar os marketers e as empresas nacionais. A Markedu falou com o seu presidente para fazer um balanço das actividades da sua equipa ao longo dos últimos anos e conhecer os projectos que se preparam para nascer. Da formação à informação, da empregabilidade à expansão a nível nacional, Rui Ventura, esclarece.

Há quanto tempo está esta equipa gestora da APPM em funções?

A equipa da APPM foi eleita há 4 meses. Mas transitou da última direcção. É o segundo mandato que estamos a fazer. Estamos a iniciar mais 3 anos de mandato.

Que novidades é que esta equipa trouxe à APPM?

Quando chegámos encontrámos uma associação um bocadinho parada no tempo, com uma plataforma tecnológica e comunicação muito deficientes. Nós começámos por “arrumar a casa”, criámos uma plataforma tecnológica nova, um novo website, um portal que respondesse às nossas necessidades de comunicação e às necessidades dos associados. Desenvolvemos um plano de comunicação a “365 dias por ano”. Isto é, não há um dia em que a APPM deixe de ter uma informação para os seus associados. E é isso que se quer de uma associação, que esteja presente e ajude os associados do ponto de vista do conhecimento, do networking, naquilo que são os direitos e deveres dos profissionais de marketing.

Entrevista com Rui Ventura - Presidente da APPM - Associação Portuguesa dos Profissionais de Marketing

Para além disso, relançámos eventos como o Congresso Nacional de Marketing e a Semana Nacional do Marketing, que agora é maior, é nacional. Conseguimos ter o congresso a decorrer em Lisboa mas também no Porto e temos replicas dessa semana em cerca de 20 ou 21 instituições de ensino superior por todo o país. A ideia é envolver as pessoas num tema central e que este seja discutido por toda a gente e não apenas em Lisboa, porque a associação é portuguesa e não apenas de uma cidade.

Criámos o “Marketing Marathon”, que é um evento um bocadinho mais executivo e pensado para dotar os profissionais de novas ferramentas muito viradas para as novas tecnologias, como o vídeo, as redes sociais… toda essa componente que funciona dentro do trabalho do dia-a-dia e que, em virtude das equipas serem mais pequenas, o profissional de marketing tem de pôr “as mãos na massa” e perceber qual é o volume de trabalho e o que é que é necessário fazer nessas áreas. E também está a correr bastante bem.

Lançámos a certificação profissional que é um projecto que visa dotar os profissionais de mais uma ferramenta de diferenciação no momento da escolha de emprego. E lançámos a APPM TV, que é um projecto de TV online. Criámos um portal focado em conteúdos de marketing, com conferências, casos de estudo, entrevistas, congressos e temos um programa próprio, o “marketing digest”, um programa quinzenal que faz o “digesting” do que aconteceu no marketing dessa quinzena.

Depois, além de outras componentes importantes como o sponsoring, procuramos estabelecer parcerias estratégicas como com a Markedu, por exemplo. Tentamos abrir cada vez mais a associação ao mercado, tentamos ajudar projectos relevantes para os profissionais de marketing, contribuímos com o podemos para que tenham sucesso.

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A APPM perdeu sócios? Ganhou?

Crescemos a todos os níveis, temos associados empresariais, profissionais e estudantes. Crescemos bastante.

Há mais homens ou há mais mulheres associados na APPM e qual é a média de idades?

É bastante equilibrado. Não tenho essa métrica feita – posso fazê-la -, mas média deve rondar os 30 anos.

Quais são os objectivos desta equipa?

Os nossos objectivos para os próximos três anos centram-se em continuar o trabalho que temos vindo a fazer. A médio-prazo, queremos desenvolver uma componente de CRM ainda mais optimizada, para responder melhor às necessidades dos nossos associados, e queremos descentralizar a associação. Cada vez mais, queremos ter embaixadores e representações da APPM nas principais cidades e centros de marketing, sejam eles ao nível das universidades ou empresariais, que levem a nossa “doutrina” ao resto do país.

Vamos desenvolver um processo formativo em todo o país. Porque queremos melhorar o nível de conhecimento de marketing sobretudo junto das PME portuguesas. Mais de 80% do tecido económico português é composto por PME e se as PME forem mais fortes em termos de marketing, teremos empresas mais competitivas, exportamos mais, promovemos o emprego e estamos a apostar bastante neste ponto.

Outro projecto que vamos lançar agora é o Portal de Emprego dento do site da APPM. Estamos a fechar parcerias com as principais empresas de recrutamento em Portugal, que trabalham especificamente na área da gestão, marketing e comunicação. E vamos utilizar o nosso portal para lhes dar informação em primeira mão sobre emprego, que é cada vez mais importante hoje em dia e que achamos que faz falta à nossa comunidade.

Uma vez que as PME têm orçamentos muito limitados, a APPM tem algum apoio do Estado ou recorreu a fundos europeus para ajudar a cobrir as despesas de formação das PME nestas áreas?

Não, mas curiosamente existem oportunidades de financiamento junto do quadro da Europa 20/20 especificamente para esta área da formação. Vamos tentar explorar essa componente com empresas especializadas nessa área. Há essa possibilidade. O ideal é que a formação seja comparticipada.

A APPM tem ligações a associações congéneres a nível internacional?

Sim. Fazemos parte da European Marketing Confederation.

Qual é a mais valia?

Diria que é uma questão de estarmos alinhados com aquilo que existe em termos de tendências macro de marketing. A European Marketing Confederation funciona muito bem ao nível daquilo que é a certificação profissional, dos marketers a nível europeu. Como sabemos, a nossa profissão não é regulada nem regulamentada, não há uma ordem como há a ordem dos engenheiros, advogados.

O marketing em si acaba por ter uma dinâmica diferente das outras profissões. Junta uma série de mais valias e valências, não é tão técnica como a de um economista mas também há necessidade de ser um gestor, existem alguma “nuances” que são muito interessantes na nossa profissão. Nesse aspecto a European Marketing Confederation faz um bom trabalho, pelo menos ao nível das melhores práticas para os profissionais de marketing, que é uma das mais valias que nos traz. Estamos a tentar implementar um sistema de certificação europeu que seja reconhecido por toda a gente.

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By | 2016-12-14T16:39:46+00:00 Setembro 28th, 2015|Entrevistas com especialistas de marketing e branding, Notícias|

About the Author:

Como jornalista especializou-se em TI e Gestão, tendo escrito em diversas publicações desde o ano 2000. Foi correspondente do JN e da TSF em Paris.

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