• Google Page Quality Guidelines

Google Page Quality Guidelines: 12 Dicas para melhorar os conteúdos do seu website

A versão integral das directivas do Google para a classificação da qualidade dos websites foi lançada em Novembro de 2015. Mas como o documento tem 158 páginas, a Markedu optou por apresentar uma síntese mais prática, com os critérios mais importantes que definem o valor e relevância do seu website nos resultados de pesquisa do Google, assinada por Ben Davis.

Esta lista de verificação baseia-se na classificação que o Google atribui aos conteúdos, do seu website, com maior ou menor qualidade.

1. Melhorar a mensagem de erro 404 (page not found)

As directivas do Google oferecem muitos exemplos de páginas com elevada qualidade, mas também com qualidade média ou baixa. Um dos exemplos que apresenta sobre uma página de qualidade média, é a página de erro 404.

Alguns websites fazem um bom trabalho não só por alertarem os utilizadores para um problema, mas também por fornecerem ajuda.

No entanto, este tipo de apresentações na página expõe o conteúdo mínimo necessário para explicar o problema aos utilizadores e a única ajuda que oferece é um link para a página principal (homepage) do website.

Isso indica que o template para a página de erro 404 deve:

  • Oferecer explicações possíveis para os motivos pelos quais a página não pode ser encontrada
  • Incluir uma lista automática com resultados de pesquisa relevantes
  • Direccionar o utilizador para a sua funcionalidade de pesquisa
  • Disponibilizar uma lista de links populares e não apenas o link para a homepage

Para receber a newsletter da Markedu, que inclui alertas para eventos, clique aqui

2. Não omita a informação de contacto

Esta é uma queixa comum do utilizador, que normalmente quer encontrar um número de telefone para contacto ou um endereço de email em vez de um formulário de contacto. Veja o próximo excerto das directivas de classificação de qualidade da Google:

[para as] páginas que requerem um elevado nível de confiança, uma quantidade de insatisfações entre as que se seguem são um motivo para dar uma classificação baixa à qualidade da página: informação de serviço ao cliente, informação de contacto ou informação sobre quem é responsável pelo website.

Um endereço de email e um endereço físico por si só pode não ser informação suficiente para que os utilizadores confiem num website.

Quer esteja a conduzir uma pequena operação de ecommerce ou a fazer fotografia em regime freelance, adicionar mais informações de contacto pode ajudar a melhorar a percepção de qualidade do seu website.

3. Mantenha o seu “Hero Content”

Não há nada de errado com as páginas antigas de um website. O Google torna isso claro para os websites de notícias, por exemplo, a definição de manutenção acenta na publicação de novos artigos, de notícias. A manutenção deve decorrer é ao nível do website.

Contudo, para alguns websites, como os que oferecem informação médica ou legal, os conteúdos das páginas devem ser sujeitos a manutenção permanente para evitar imprecisões de informação que possa ser importante.

Mesmo que não publique conteúdos tão sensíveis, deveria considerar revisitar os seus conteúdos mais populares para os aumentar e refrescar sempre que fizer sentido actualizá-los.

Comum a todas as páginas web é a necessidade de se manter atento às quebras de links ou imagens, que também podem reduzir a percepção da qualidade de uma página.

Workshop, Marsterclasses e Webinars sobre Marketing e Branding – Clique aqui para consultar a lista dos próximos eventos Markedu

4. Pense com cuidado nos formatos dos seus anúncios (ad format)

Os resultados do ad blocker em 2015 mostraram até que ponto a experiência do utilizador é comprometida pela publicidade.

Para classificar a qualidade das páginas, as directivas da Google mencionam os anúncios, os conteúdos suplementares e a sua parte no layout da página.

O Google declara que a “presença ou ausência de anúncios não é por si só a razão para uma classificação mais elevada ou baixa” e oferece exemplos de páginas com um desenho de layout pobre, e que como tal deveria ser classificada como pobre:

  • Muitos anúncios ou anúncios que nos distraiam muito, em áreas visíveis da página quando esta é aberta no browser (e antes de fazer qualquer scrolling), tornam difícil a leitura do conteúdo principal
  • A inserção repetida de anúncios entre as secções do conteúdo principal, ao ponto da página abanar o utilizador entre o conteúdo e os anúncios, tornam a leitura difícil
  • Anúncios invasivos, como os pop-ups que não se podem fechar
  • Anúncios de texto, colocados ao lado ou entre os links de navegação do website, podem confundir os utilizadores

Como cada vez mais os utilizadores exigem experiências de navegação de maior qualidade, nomeadamente no mobile, os publishers devem ser cautelosos a decidir – entre colocar um rápido tostão ao bolso ou procurar obter rendimentos a longo prazo.

5-8. Seja um bom aluno

As directivas do google fazem uma analogia com o “mau aluno” para ilustrar as motivações da produção e divulgação de conteúdos de baixa qualidade:

A maior parte dos estudantes tem de escrever textos na escola secundária e na universidade. Muitos estudantes recorrem a atalhos para poupar tempo e esforço…

Infelizmente, o conteúdo de algumas páginas na web é criado de forma similar. Vamos considerar o conteúdo como tendo baixa qualidade, se for criado sem um tempo adequado, esforço, conhecimento ou talento/competência.

Como a Google fez uma lista com os atalhos destes “maus alunos”, para nós torna-se fácil retirar conclusões práticas.

Para receber a newsletter da Markedu, que inclui alertas para eventos, clique aqui

5. Certifique-se que tem “conteúdos principais” em quantidade suficiente

Aquele “mau aluno” pode ser tentado a encher o relatório com “grandes imagens ou conteúdos que distraem”.

A implicação para as páginas web acenta na definição do Google para “conteúdo” e “conteúdo principal”, conteúdo suplementar ou anúncios/monetização (ads).

Ter uma proporção apropriada de conteúdos principais, conteúdos suplementares e ads é importante para que as páginas web sejam vistas como tendo alta qualidade, mesmo que isso dependa do contexto da informação ou acção providenciada.

6. Esteja duplamente atento a erros de digitação e à má gramática

De acordo com o Google, “escrever depressa sem rascunhos ou edição” é um dos atalhos. Alguns dos exemplos de fraca qualidade de páginas web que o Google apresenta incluem nomes próprios, como “Hilary Clinton”.

É claro que como um escritor focado no utilizador, já deveria estar à procura de má ortografia e gramática (o nome correcto é Hillary Clinton).

E saber que os classificadores de qualidade da Google também os procuram, é um incentivo extra.

7. Verifique os seus factos

Uma instrução óbvia da Google, é um alerta para não inventar coisas como faria um mau aluno.

O Google cita um website que diz que Cristovão Colombo era australiano. Esta informação é obviamente incorrecta e teria resultado numa classificação baixa, se não fosse o facto desta página ter sido construída por professores para ensinar a interpretar a informação na Internet.

Neste caso, o website é deliberadamente incorrecto e os Classificadores de Qualidade da Google são instruídos para observar o contexto de tudo, do design da página a factos aparentemente incorrectos.

Contudo, o Google é claro, informação incorrecta é um indicador de páginas com baixa qualidade.

Workshop, Marsterclasses e Webinars sobre Marketing e Branding – Clique aqui para consultar a lista dos próximos eventos Markedu

8. Não se deixe tentar pelo “cortar e colar”

“Copiar um relatório inteiro da enciclopédia ou parafrasear conteúdos ao mudar palavras ou a estrutura de frases aqui e ali”, é outra característica do mau aluno.

Ao criar páginas web, isto traduz-se por cortar e colar conteúdos sem referências ou além de níveis aceitáveis.

Acidentalmente (ironicamente), estou a citar alguns pedaços das directivas do Google para este post, mas está tudo bem, pois não alego que me pertencem e estou a ligá-los à fonte.

9. Certifique-se que o conteúdo tem um autor sempre que assim for apropriado

Há artigos em websites de negócios, seja ele de um negócio genérico ou de uma pessoa, que podem falhar por falta de autor.

O Google usa o exemplo de um website universitário para explicar o é que a falta de manutenção de uma página ou de um autor pode provocar na qualidade percebida:

Apesar desta ser uma universidade bastante conhecida, altamente respeitada, com um website de alta qualidade, esta página [de qualidade média] está numa secção muito especializada do website da universidade.

Nenhum autor é referido e a página pode ter sido um projecto inacabado, possivelmente de um aluno, e que já não é mantida.

Neste caso, o publisher pode não querer entrar nas classificações com esta página, mas a questão mantém-se.

10. Recorde-se das três considerações para a página de qualidade

À parte do detalhe, é importante recordar que a definição mais vasta de página de qualidade é a que se segue.

As três considerações mais importantes para uma página de qualidade são:

  • Qualidade e quantidade de conteúdos principais. Examine cuidadosamente os conteúdos principais. Dado o propósito da página, avalie a qualidade e a quantidade de conteúdos principais
  • O nível de conhecimento, autoridade e confiança – expertise, authoritativeness, trustworthiness (E-A-T) – da página e do website. O nível E-A-T é extremamente importante para as páginas YMYL [“your money or your life” – “o seu dinheiro, a sua vida”, denominadas assim porque a qualidade dos seus conteúdos pode provocar um impacto negativo nos utilizadores, ao nível da felicidade, da saúde, da riqueza]
  • A reputação do website é muito importante quando o website pede um alto nível de confiança.

Para receber a newsletter da Markedu, que inclui alertas para eventos, clique aqui

11. Perceba que não tem nada a ver com estética

Podemos fazer a cobertura de tendências em web design e em conteúdos ricos, mas quando se trata de páginas de alta qualidade, as aparências não são tudo. O Google sublinha-o de forma sucinta.

Estamos a dar classificações elevadas a páginas que parecem bonitas? Não! O objectivo é exactamente o oposto.

Estes passos estão desenhados de forma a ajudá-lo a analisar a página, sem ter de usar a abordagem superficial “isto não tem bom aspecto”?

12. E aqueles gatinhos não são o suficiente

Para terminar com uma anotação divertida, o próximo exemplo de uma página de qualidade média provocou-me uma risadinha.

“Vídeo de um gato a miar imenso: Este é um vídeo profissional de um gato fofinho a miar”.

Esta página está OK para o seu propósito, mas não apresenta características associadas a uma classificação elevada.

Para aceder à versão integral das Directivas de Qualidade do Google para os websites (Google Page Quality Guidelines), clique aqui.

Para ler este texto de Ben Davis na sua versão original, em inglês, clique aqui.

Gostou deste artigo? Se tiver alguma sugestão ou comentário, utilize a ferramenta de comentários desta página. Caso ainda não seja subscritor da newsletter da Markedupode subscrevê-la aqui.

Consulte a lista dos próximos eventos realizados pela Markedu e veja se algum dos nossos webinars, workshops ou masterclasses aborda este tema

Partilhe o artigo com os seus amigos e colegas nas redes sociais

By | 2016-12-14T16:39:37+00:00 Fevereiro 1st, 2016|Marketing Digital, Search Engine Optimization|

About the Author:

Como jornalista especializou-se em TI e Gestão, tendo escrito em diversas publicações desde o ano 2000. Foi correspondente do JN e da TSF em Paris.

Leave A Comment