• Marketing Digital: 7 Tendências que os Chief Marketing Officers (CMO's) não podem ignorar

Marketing Digital: 7 Tendências que os Chief Marketing Officers (CMO’s) não podem ignorar

CMOs acreditam que o marketing digital vai sofrer algumas agitações este ano. Conheça 7 tendências que estão à beira de se tornar realidade em 2016.

No início de cada ano, surgem novas tecnologias, tácticas e ferramentas de marketing. Jonathan Lacoste, Co-fundador e COO da Jebbit, seleccionou 7 tendências que deverão agitar o marketing digital já este ano.

1. Micro-Moments (micro-momentos)

Criados pelo Google, os micro-momentos ocorrem quando o consumidor pega no seu telemóvel com um objectivo em mente, numa questão de segundos e sempre que um cliente quiser fazer ou comprar alguma coisa, pesquisar algo ou ir a algum lado.

Como os consumidores despendem uma média de 4.7 horas por dia no telemóvel (segundo o estudo trimestral da Hill+Knowlton Strategies com a GlobalWebIndex sobre o comportamento dos utilizadores de internet, em Portugal passam 5.93 horas online, 1.52 das quais ao telemóvel), os marketers podem adoptar estratégias que coloquem a sua marca à frente dos consumidores durante estes micro-segundos, com produtos e ofertas relevantes e da forma mais envolvente possível.

A viagem da decisão do consumidor é repartida em micro-momentos, é preenchida pela pesquisa por análises de produtos ou serviços, pela comparação de preços e busca de produtos similares.

2. Location based marketing (marketing baseado na localização)

Com a mudança para o mobile, chega o marketing que faz uso da localização geográfica dos consumidores. Os consumidores levam o telemóvel consigo para todo o lado e, como resultado, os marketers vão aumentar a adopção da tecnologia beacon.

O marketing baseado na localização geográfica não é novo, mas o rápido crescimento da tecnologia beacon permitiu que as marcas enviassem notificações “push” e relevantes aos seus clientes, quando eles se aproximam da loja ou mesmo da localização da concorrência.

O BI Intelligence prevê que os beacons venham a gerar $44 mil milhões de dólares em vendas de retalho in-store até ao final deste ano, um valor que apenas considera o mercado nos Estados Unidos da América e corresponde a um aumento de 40.3 mil milhões em apenas um ano.

Beacon BI Intelligence 7 Tendencias marketing digital

BI Intelligence prevê que a tecnologia Beacon promova vendas in store (em loja) no valor de $44.4 mil milhões de dólares até ao final de 2016, um aumento de 40.3 mil milhões face a 2015 e circunscrito ao mercado dos EUA.

3. Realidade Virtual

O termo “realidade virtual” faz parte das nossas vidas desde pelo menos o final da década de 80, sem que esta tecnologia tivesse sido amplamente implementada. Segundo Jonathan LaCoste, que partilha a mesma visão de outros especialistas, deveremos esperar que isso mude.

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Marcas que oferecem qualquer tipo de experiência, como compras pessoais, desportos, jogos, concertos, viagens em parques temáticos, quartos de hotel de luxo, vão começar a usar a realidade virtual para oferecer uma pré-visualização da experiência aos consumidores.

Esta tecnologia vai permitir que os marketers estimulem a experiência dos consumidores da forma mais realista possível, apresentar a ideia dos benefícios da aquisição do produto ou serviço e, como resultado, gerar conversões. A Digi-Capital prevê que em 2020 a realidade aumentada e a realidade virtual possam gerar receitas no valor de 150 mil milhões de dólares.

ARVR Forecast Digi Capital Markedu 7 Tendências no Marketing Digital que os CMO’s não podem ignorar

Previsões da Digi-Capital para as receitas nas tecnologias de Realidade Aumentada e a Realidade Virtual até 2020

4. Marketing Visual

A Cisco estima que em 2019, 80% de todo o tráfego de Internet vai derivar da visualização de vídeos. Este valor indica uma mudança massiva em direcção aos conteúdos visuais, o que se reflecte no aumento de vídeos nas home pages, vídeos no email marketing, gifs nos social media. A duração média da atenção de uma pessoa, este ano foi de 8.25 segundos e estes formatos de media contam a história de uma marca de forma concisa e entretida.

5. Marketing Pós-Clique (post-click marketing)

Os dias dos conteúdos estáticos e de testes A/B às landing pages já passaram. O marketing pós-clique abrange qualquer esforço de marketing que possa ocorrer após um consumidor clicar num post das redes sociais ou outro conteúdo de marca.

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As marcas necessitam de envolver os consumidores assim que chegam ao website, quer seja com micro-conteúdos interactivos, “explorações” de produtos, questionários de personalidade ou vídeos. Clientes envolvidos com a marca apresentam 4 vezes mais hipóteses de dizer que apreciam que uma marca se aproxime deles e 7 vezes mais hipóteses de responder às ofertas promocionais da marca.

6. Personalização

A Digital Trends indica que 73% dos consumidores prefere fazer negócio com marcas que usam a sua informação pessoal para tornar a experiência de compra mais relevante. Querem que as marcas os contactem de forma a não interromper o seu dia-a-dia e que os reconheça como sendo mais do que apenas um comprador. As marcas têm micro-momentos passageiros para envolver os consumidores e a personalização ajuda a fazê-lo no imediato.

Há muitas formas das marcas personalizarem as experiências dos consumidores. Podem colocar questões para aprender mais sobre os consumidores e personalizar a experiência subsequente baseando-se nas respostas dos clientes, podem usar o profiling progressivo e, entre outros, podem criar conteúdos dinâmicos.

7. Conteúdos Interactivos

Os conteúdos estáticos já não envolvem os consumidores. Os conteúdos com uma componente interactiva, seja vídeo, infográfico, questionários, “caça ao produto” envolvem mais eficazmente os consumidores e oferecem mais entretenimento do que ler apenas um blog ou whitepaper.

Os conteúdos interactivos também permitem às marcas que captem melhor os dados, sejam eles dados sobre a identidade, interesses, comportamento ou do envolvimento. A popularidade dos conteúdos interactivos aumentou durante o ano de 2014, maior adopção em 2015 e vão-se generalizar em 2016.

Este texto foi escrito com base num artigo de Jonathan LaCoste publicado na Inc. Para aceder à versão original, clique aqui.

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By |2017-11-29T12:52:18+00:00Janeiro 13th, 2016|Marketing Digital|

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Como jornalista especializou-se em TI e Gestão, tendo escrito em diversas publicações desde o ano 2000. Foi correspondente do JN e da TSF em Paris.

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