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Pesquisa Semântica: O que é e porque é que ela é importante?

A pesquisa semântica sofreu alterações ao longo dos últimos anos, tem impacto directo na vida dos utilizadores, mas também na vida das organizações com presença online.

As mudanças são tão importantes que Christopher Ratcliff, editor da Search Engine Watch, afirma que “a pesquisa semântica é provavelmente o termo mais importante que entrou na consciência do SEO desde 2013”, pois deriva do potencial introduzido pelo algoritmo Hummingbird que alimenta actualmente o motor de pesquisa da Google.

Daniel Pereira, director executivo da MindSEO, define-a para a Markedu como sendo o:

“Conjunto de processos que através da utilização de algoritmos e dados semânticos, relacionam pesquisas com conteúdos web, de modo a devolver os resultados mais relevantes em relação à query (termos de pesquisa) do utilizador.”

Como é que a Pesquisa Semântica funciona, na prática?

Recorda-se de quando há uns anos atrás fazia pesquisas no Google? Escrevia uma palavra ou duas e obtinha resultados puramente baseados nas palavras chave que introduzia nos motores de busca?

Se nesses dias tivéssemos escrito no motor de busca a palavra ‘Madredeus’, sem acrescentar qualquer outra informação de contextualização, recebíamos uma mistura de links (ligações) nos resultados de pesquisa envolvendo o nome da banda.

Provavelmente ainda recebíamos links para o bairro Madredeus e para o convento Madre de Deus em Lisboa ou, entre outros, para o município Madre de Deus, na Bahia (Brasil).

Mas com a introdução do Hummingbird, que marca os dias da semântica moderna, se eu escrever a palavra ‘Madredeus’ os primeiros resultados que vou receber recaem sobre a banda. E porquê? Porque o meu histórico de pesquisa está relacionado com o mundo da música e não com municípios, bairros ou edifícios de interesse público.

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pesquisa semântica

Exemplo de pesquisa com a palavra ‘Madredeus’ contendo o Knowledge Graph à direita

Antigamente, a pesquisa semântica recolhia vários detalhes do histórico do utilizador para oferecer resultados potencialmente relevantes.

Mas agora, pode fazer muito mais do que isso. Pode envolver múltiplas variáveis sobre a pessoa que escreve no campo de pesquisa e usá-las para resultados mais precisos e relevantes.

Em vez de nos entregar apenas resultados de acordo com a intenção do utilizador, passou a ter em conta todo o nosso contexto de pesquisa.

Por exemplo, se agora fizermos uma pesquisa standard com as palavras “restaurantes de carne”, o contexto da nossa pesquisa pode ter vários significados e as respostas variam consoante a nossa localização, a hora do dia, o nosso histórico de pesquisa e o tipo de dispositivo que estamos a usar.

Se estiver em Madrid e pesquisar com os mesmos termos por volta da hora de almoço ou hora de jantar, o Google já não me deverá apresentar os mesmos resultados como se estivesse na região de Lisboa. Estariam sempre relacionados com a minha localização geográfica – a menos que lhe acrescentasse “restaurantes de carne em Lisboa”.

Além disso, agora o Google também tem em conta pesquisas idênticas realizadas por outras pessoas num determinado período de tempo, assim como o sucesso relativo desses resultados, antes de nos responder.

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Outros exemplos da pesquisa semântica

Christopher Ratcliff relata a sua experiência com a pesquisa semântica ao longo dos últimos dias e descreve-a como “impressionante (ou assustadora, se quiser olhar para o assunto noutra perspectiva)”. Para isso, bastou-lhe fazer uma viagem para experimentar o poder deste algoritmo.

“De momento estou em Nova Iorque e se pensar nas pesquisas, é como se estivesse em Londres. Em Nova Iorque vive-se os transportes públicos como em Londres e as pessoas também caminham contra nós por olharem permanentemente para o telemóvel”.

Mas antes de embarcar, Christopher teve de preencher um documento online para obter um visto, através do ESTA (Electronic System for Travel Authorization), que lhe daria a autorização para viajar para os EUA.

Depois de todo o processo de preenchimento, recebeu a informação de que já tinha uma autorização do ano anterior. O seu primeiro instinto foi começar a escrever no Google “how long does an esta last (quanto tempo dura um ESTA)”.

Mal tinha escrito duas palavras e o Google já lhe sugeria uma resposta à questão que ainda nem tinha conseguido acabar de escrever.

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O que é a pesquisa semântica e porque é que ela é importante

Os resultados de pesquisa do Google com a sessão iniciada, trazem sugestões com dados que derivam das nossas pesquisas anteriores

Com aqueles resultados, resolveu fechar a sessão da sua conta no Google para questionar o motor de busca de modo incógnito.

Com a sessão encerrada, começou a escrever “how long (quanto tempo)”, e os resultados que obteve redundaram no tipo de questões colocadas com maior frequência pelas pessoas em geral.

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O que é a pesquisa semântica e porque é que ela é importante

Após fechar a sessão do Google, os resultados de pesquisa redundam no tipo de questões mais frequentemente colocadas pelas pessoas em geral

Portanto, no contexto da sua questão, o algoritmo do Google sabia que ele tinha passado um tempo considerável no website do ESTA e baseado nas experiências de outras pessoas e contextos – pessoas no Reino Unido que já tinham visitado o site do ESTA e que voaram para os EUA -, o Google ofereceu-lhe os resultados de pesquisa mais prováveis para a questão que ainda ia colocar.

E estava completamente correcto.

Mais tarde, o Google apresentou-lhe toda a informação relevante e actualizada sobre as suas informações de vôo, mesmo que ele só tivesse pesquisado sobre a sua partida do aeroporto de Heathrow.

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O que é a pesquisa semântica e porque é que ela é importante

Com a sessão iniciada o Google apresentou-lhe resultados de pesquisa relacionados com o seu vôo

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O que aconteceu para viver esta nova experiência?

Em 2013, o Google lançou o algoritmo Hummingbird. E foi a partir deste momento que se tornou muito mais preciso e instintivo quando nos respondia aos questionários de pesquisa que lhe fazíamos.

Como a TechCrunch relatou por essa altura, “o Hummingbird é a maior reformulação do motor de pesquisa da Google desde o ano 2009”. E porquê? Porque este novo algoritmo permitia-lhe ser mais rápido na análise de questões completas, por oposição à análise de pesquisas baseadas numa única palavra, além de ser capaz de identificar e classificar as respostas dos conteúdos que tinha indexado.

Qualquer palavra isolada é agora compreendida pelo Google como tendo múltiplos significados. A forma como essas palavras são contextualmente empregues por qualquer pessoa que já tenha utilizado o Google ficam registadas. E é isso que lhe permite agora entregar resultados mais precisos, mesmo antes do utilizador acabar de escrever a sua questão.

Além disso, este motor de busca está a usar todos estes dados de pesquisa para construir a sua própria base de conhecimento. Talvez já tenha ouvido falar deste assunto, mas como referência ao Knowledge Graph.

Knowledge Graph

O Knowledge Graph é um sistema que permite organizar e fundir informação sobre milhões de pessoas, locais e organizações, oriundas de muitas fontes de dados, incluindo a Wikidata.

Quando foi introduzido em 2012, o Knowledge Graph resultava em cartas de informação simples como a da imagem abaixo, destacando links e outra informação puxada da Wikipedia.

pesquisa semântica

Knowledge Graph simples que aparece com os resultados de pesquisa do lado direito do browser

Mas entretanto, este Knowledge Graph tornou-se ainda mais sofisticado e predominante. Se eu pesquisar pelos “melhores albuns de 2015”, obtenho esta fileira de respostas ao longo do topo da página.

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Knowledge Graph melhores albuns de 2015 O que é a pesquisa semântica e porque é que ela é importante

Knowledge Graph com base na pesquisa semântica moderna

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Porque é que o Google quer construir uma área tão vasta de informação?

Está escrito na sua missão empresarial. A missão do Google é a de “organizar a informação do mundo e torná-la universalmente acessível e útil”.

Aqueles que entre nós não forem cépticos, vão compreender o desejo de tornar a Internet num sítio melhor, mais útil, focado no utilizador.

Mas também existem aquelas pessoas que entre nós podem argumentar que um Google melhor tem de conseguir compreender os seus utilizadores e que quanto mais rápido ele entregar conteúdos relevantes e precisos, mais tempo os utilizadores permanecem nele – o que aumenta as hipóteses dos utilizadores clicarem nos seus anúncios.

Para ajudar ajudar o Google a encontrar e a fornecer o seu conteúdo, marque-o da forma mais precisa possível usando o HTML semântico.

E mantenha presente que embora algumas dessas técnicas (classificações com estrelas, imagens, etc.) podem tornar os seus resultados mais atraentes, os desenhos existentes têm por finalidade manter o utilizador durante o máximo de tempo possível no Google.

Quanto mais questões este motor de busca conseguir responder, usando o seu próprio conteúdo, menos utilizadores vão interagir no seu website. Para saber mais sobre o que pode (e deve) ter em conta, conheça as sete das tendências que o Google nos reserva em 2016 para o SEO – Search Engine Optimization.

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By |2016-12-14T16:39:39+00:00Novembro 20th, 2015|Marketing Digital, Search Engine Optimization|

About the Author:

Como jornalista especializou-se em TI e Gestão, tendo escrito em diversas publicações desde o ano 2000. Foi correspondente do JN e da TSF em Paris.

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