• Seth Godin: 8 erros no envio de emails (e questões para quem quer fazer melhor)

Seth Godin: 8 erros no envio de emails (e questões para quem quer fazer melhor)

Como é que um email promocional pode danificar a imagem de um profissional em poucos segundos, mesmo que seja enviado para a sua lista de contactos mais próximos? As regras do marketing de permissão de Seth Godin, para o envio de emails de natureza comercial, aplicam-se em qualquer situação.

O pai do marketing de permissão, Seth Godin, exemplifica erros no envio de emails com um caso real.

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Seth Godin é autor de 18 best sellers, entrepreneur, marketer e orador.

Um amigo meu enviou um email explosivo (“blast” – detesto essa palavra, por uma boa razão) para uma ampla lista de endereços com a finalidade de promover um novo projecto e obteve um resultado inesperado. Pediu-me feedback…

1 – O facto de teres tido uma relação com alguém no passado não significa que tenhas permissão para lhe enviar emails promocionais.

O marketing de permissão é antecipado, pessoal e tem de ter mensagens relevantes. A questão a colocar é simples: Eles sentiriam a tua falta se não lhes enviasse um email? Se não sentem, então só te estás a enganar a ti próprio por julgares que tinhas algo que afinal não tens.

2 – Culpar a ferramenta.

Existe uma riqueza poderosa de ferramentas de email. Se a tua campanha de email não está a funcionar, não é certamente culpa delas. Não percas tempo à procura de um novo lápis, aprende a escrever melhor.

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3 – O teu mail merge avariou.

Caro <primeiro nome> é muito pior do que nenhum mail merge de todo. Aqui vai um teste simples: se não tens vontade de perder 15 segundos por nome, revendo e limpando a lista de endereços (porque é que me enviaste 6 emails?), então não esperes que nós tenhamos  15 segundos para ler o que escreveste. Se tens 4000 nomes, são 1000 minutos. Não tens 1000 minutos? Não envies o mail.

4 – Texto, é o que os humanos enviam.

As empresas enviam HTML e gráficos bonitos. Ambos podem funcionar se as expectativas forem apropriadas, mas se és um ser humano, age como tal.

5 – Porque é que me estás a enviar o email?

Se não me conseguires dizer em 6 palavras o que precisas que eu faça, é improvável que eu consiga adivinhar.

6 – Queres que eu faça o quê?

Convém que o que queres que eu faça seja divertido, valha a pena fazer e seja generoso. Se não é, não o vou fazer, não importa o quão necessites de mim para o fazer.

7 – Quando é que isto termina?

Se me vais enviar séries de anotações para promover algo, isso vai continuar para sempre? Dizer-me o que é que se vai passar a seguir, permite que ganhes permissão para ir em frente. “Ena, que bom! Outro (email)!” Se as pessoas não o disserem, falhaste.

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8 – Fazer pings a todos, ao mesmo tempo.

Porque raio clicaste em “Enviar para Todos”? Envia 20, vê o que acontece. Envia outros 20 e diferentes, compara. Envia 50. Agora, envia todos.

Se a tua promoção de email é um “retirar”, em vez de “dar”, acho que o deves repensar. Se ainda queres tirar tempo e atenção e a confiança aos teus 4000 amigos mais próximos, pensa bem sobre o que isso significa para os contactos que construíste ao longo dos anos. São muito poucas as promoções de emergência que valem a pena trocar pela nossa reputação.

Se pretender ler este artigo na sua versão original (em inglês), clique aqui.

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By |2017-01-18T14:05:29+00:00Abril 4th, 2016|Email Marketing, Marketing Directo|

About the Author:

Como jornalista especializou-se em TI e Gestão, tendo escrito em diversas publicações desde o ano 2000. Foi correspondente do JN e da TSF em Paris.

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