• YouTube Space LA

Youtube: Mais um passo para vender conteúdos de vídeo?

O maior website de alojamento e partilha de vídeos do mundo deverá levantar o véu sobre parte da programação que pretende disponibilizar aos subscritores de serviços pagos, no próximo dia 21 de Outubro. A apresentação esperada pela indústria deverá decorrer durante um evento a ter lugar no estúdio YouTube Space LA.

Há pelo menos cinco anos que o Youtube anuncia e testa novas, por vezes grandiosas, estratégias para aumentar rendimentos e ser tão lucrativo como um canal de televisão. O maior site do mundo para alojamento e partilha de conteúdos vídeo, tal como a sua casa mãe Google, procura ir além da venda de espaço publicitário para vender conteúdos. Todas as estratégias falharam até hoje.

Com o intuito de atingir objectivos, em Setembro de 2010 a Google anunciou a contratação de Robert Kyncl para o cargo de Vice Presidente de Content Partnerships (parcerias de conteúdos). Kyncl fora o grande emissário da Netflix para Hollywood.

Robert KynclUm ano depois, a empresa informou que iria doar mais de 100 milhões de dólares a dezenas de parceiros para a criação de canais, de modo a aproximar-se mais do formato televisivo. Pagou a estrelas da música e do cinema para gerar novos conteúdos. Sempre com o objectivo de profissionalizar os vídeos alojados na sua plataforma e de entregar às agências espaços merecedores de um valor publicitário Premium. Todas as experiências falharam.

Há um ano atrás, anunciou a versão beta do Music Key, cuja subscrição tinha o valor de $9.99 mensais e a garantia de ser “ad free”. Por volta da mesma altura, anunciou uma nova estratégia e novos investimentos para atingir o objectivo e, em vez de pagar a “estrelas” nascidas fora do seu universo, optou por investir nas “estrelas” geradas no seu próprio espaço. Os rostos mais conhecidos desta plataforma passariam a criar shows específicos, com diferentes formatos e durações, em vez de conjuntos de programas.

No primeiro quadrimestre deste ano, o Youtube anunciou que iria criar um modelo de subscrição pago para os utilizadores que não quisessem ser interrompidos pelos anúncios de publicidade, e que pretendia alterar os termos dos contratos com os produtores de vídeo para que estes passassem a receber 55% dos dividendos.

Em Abril deste ano, afirmou estar a contribuir para a criação de novos conteúdos, como a série Smosh e filmes da DreamWorks Animation (AwesomenessTV).

A três dias do evento no estúdio de L.A., observadores e analistas estão em crer que as prometidas revelações derivam dos conteúdos produzidos pelos “criadores de topo” alojados no Youtube.

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By |2016-12-14T16:39:40+00:00Outubro 19th, 2015|Notícias|

About the Author:

Como jornalista especializou-se em TI e Gestão, tendo escrito em diversas publicações desde o ano 2000. Foi correspondente do JN e da TSF em Paris.

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